sexta-feira, 3 de julho de 2009

Para quem diz que o álcool não inspira…

Para quem diz que o álcool não inspira…
Os 10 escritores americanos mais bêbados da história

Para muitos, a bebida é simplesmente um vício, ou até algo mau que acaba com a nossa vida, com a família e com o fígado — não necessariamente nesta ordem.
Há os que bebem para perder a timidez, os que bebem por desporto, ou sabe-se lá que outros motivos.
E finalmente, encontramos os que bebem porque são génios (como os pertencentes a este blog). Génios cuja realidade é simples demais para suas mentes pretensiosas, indagadoras e irrequietas (como as divisões onde entramos ao fim destas noites).

10. Raymond Chandler [1888-1959]
“O álcool é como o amor. O primeiro beijo é mágico, o segundo é íntimo, o terceiro é rotina. Depois dele, você tira as roupas da moça.”









9. Frederick Exley [1929-92]
“Depois de um mês de sobriedade minhas faculdades se tornaram insuportavelmente agudas e me vi como uma espécie de vidente doentio, tendo visões de lugares aos quais nunca tinha ido. Diferentemente de alguns homens, eu nunca bebi por audácia, charme ou wit. Eu tenho usado o álcool precisamente para o que ele serve, um depressivo para checar a excitação mental causada por um período de sobriedade prorrogada.”







8. Harry Crews [1935-]
O álcool me chicoteou. Nós tivemos muitos, muitos maravilhosos momentos juntos. Nós rimos, nós conversamos, nós dançamos juntos nas festas; então um dia eu acordei e a banda tinha ido para casa e eu estava deitado num copo quebrado com a camisa cheia de vómito e eu disse, “Ei, cara, o jogo acabou”.







7. Charles Bukowski [1920-94]
“Beber é algo emocional. Faz com que você saia da rotina do dia-a-dia, impede que tudo seja igual. Arranca você pra fora do seu corpo e de sua mente e joga contra a parede. Eu tenho a impressão de que beber é uma forma de suicídio onde você é permitido voltar à vida e começar tudo de novo no dia seguinte. É como se matar e renascer. Acho que eu já vivi cerca de dez ou quinze mil vidas.”







6. Jack Kerouac [1922-69]
Quanto mais velho eu fico, mais bêbado eu me torno. Por quê? Porque eu gosto do êxtase da mente.









5. Jack London [1876-1916]
Eu estava carregando um belo fogo alcoólico comigo. A coisa era alimentada por seu próprio calor e queimou the fiercer. Não houve nenhum momento, enquanto estive acordado, que eu não quisesse uma bebida. Comecei a antecipar o término de minhas mil palavras diárias bebendo um drink quando apenas quinhentas haviam sido escritas. Isso não durou muito. Chegou o momento em que eu prefaciava as mil palavras com uma bebida.



4. F. Scott Fitzgerald [1896-1940]
Primeiro você pega uma bebida, depois a bebida pega uma bebida, então a bebida pega você.







3. Edgar Allan Poe [1809-49]
Eu absolutamente não tenho prazer em estimular algo que eu, por vezes, caí com tanta indulgência. Não foi pela busca do prazer que eu tenho arriscado a vida, a reputação e a razão. Foi apenas uma desesperada tentativa de escapar de memórias torturantes, de um senso de insuportável solidão e o horror de alguma estranha maldição repentina.




2. William Faulkner [1897-1962]
Não há nada como um mau whisky. Alguns parecem ser simplesmente melhores que outros. Mas um homem não deveria enganar-se com a bebida antes dos cinqüenta; depois disso, ele é um grande idiota se não o fizer.






1. Empate: Ernest Hemingway [1899-1961] & Hunter S. Thompson [1937-2005]
Um homem inteligente às vezes é forçado a ficar bêbado para gastar um tempo com suas bobagens.








Eu odeio recomendar drogas, álcool, violência, ou insanidade para qualquer um, mas isso tudo sempre funcionou comigo.

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